sábado, 1 de março de 2025

Crítica Cinema | Último Alvo

(No quesito ação contundente, a história não decepciona)


Último Alvo conta a história dos últimos anos da vida de Thug (Liam Neeson), um delinquente que trabalha para Charlie Conner (Ron Perlman), chefão de uma organização criminosa. Thug começa a ter perdas significativas de memória, em especial com nomes e endereços. Percebendo a situação, faz uma consulta médica na qual é diagnosticada uma doença grave: encefalopatia traumática crônica.

Derivado de batidas sucessivas no crânio, este mal existe e tem características como são apresentadas no filme. Não tem cura e seu desenlace fatal no que faz a tempo resulta de difícil prognóstico. O principal conselho que lhe dá a neurologista (Kate Avallone) é procurar pessoas que possam acompanhá-lo, especialmente em um futuro no qual vai carecer até de consciência de si mesmo. A tentação de suicídio aparece e há outros elementos dramáticos, tristes. Com efeito, os problemas de esquecimento serão gradualmente maiores, embora a potência física nos confrontos com outros indivíduos e habilidades com as armas se mantenham intactos.

Paralelamente, Thug realizará uma entrega de mercadoria suspeita, na qual conhecerá Kyle Conner (Daniel Diemer), filho de Charlie Conner. O trabalho não resulta simples e Kyle não aparece como um indivíduo confiável. Além disso, ajudará uma mulher (Yolonda Ross) que, reciprocamente, o auxiliará em assuntos fundamentais. E conhecerá outra que está sendo submetida, junto com outras mulheres mais, à exploração sexual por um cafetão desprezível (Javier Molina).

Para além de todo este submundo, o protagonista começa a refletir sobre seu passado, sua vida. Vai lembrar como seu pai o marcou para não ser covarde, o que simultaneamente o tornou violento. Mas, em especial, vai se dando conta de que foi uma pessoa que cometeu erros muito graves, em especial com seus filhos. Procura, então, sua filha (Frankie Shaw) e conhece seu neto (Terrence Pulliam) tentando agora ser absolvido daquelas incorreções (daí o nome original da realização: ‘Absolution’). 


O reencontro não será fácil para pai e filha e o caminho que Thug vai percorrer para paliar seu desastroso passado também não o será. Contudo, as sequências finais levarão o espectador a uma resolução bastante interessante. Repassando mentalmente a trama, o personagem representado por Neeson, em seu 91º trabalho, resulta ser o centro absorvente do relato.

Embora este título tenha elementos em comum com “Pacto de Redenção” (2023), onde também um assassino profissional se defronta com uma doença encefálica avanzada, nesta ocasião o diretor norueguês Hans Petter Moland e o roteirista Tony Gayton, conseguem diferenciar-se e criar um filme diverso daquele. O balanço de Último Alvo: sem alcançar um resultado extremamente elevado, tampouco resulta ruim. Quem gosta de ação contundente não se decepcionará e o mesmo sucederá para quem procura dinamismo no relato.


Sinopse oficial: 
Murtagh (Liam Neeson) é um ex-gângster que, após descobrir uma doença terminal, decide tentar reconstruir sua vida longe do crime. Mas essa decisão tem um preço alto: antigos aliados e novos inimigos não estão prontos para deixá-lo ir sem um último acerto de contas. Em uma corrida contra o tempo, ele precisará enfrentar seu passado violento enquanto luta para proteger o que ainda resta de seu futuro. Direção: Hans Petter Moland. Estreia nos cinemas brasileiros, 27 de fevereiro de 2025 pela Imagem Fil.es.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB.
  ____________________________________________________________________
 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com

,

Comentários via Facebook

0 Comments:

Postar um comentário

Publicidade

ParsaGeeks

© ParsaGeeks - Desbravando Filmes e Séries – Nossos Brindes de Cinema (NBC) Grupo ParsaGeeks