segunda-feira, 10 de março de 2025

Crítica Cinema | O Macaco

(O filme começa de forma promissora, mas depois...)


Adaptado do conto de Stephen King, O Macaco, dirigido e roteirizado por Osgood Perkins (Longlegs), apresenta boas intenções e consegue criar tensão em suas cenas de terror; no entanto, ao longo da metade para o final, acaba falhando. O diretor repete o mesmo erro de Longlegs, começando de maneira interessante, mas perdendo o rumo. A origem do macaco não é explicada; o filme simplesmente começa e termina sem mais. Isso é ruim? Não necessariamente, mas também não é bom.

A trama segue os gêmeos Bill e Hal, que descobrem um macaco de brinquedo no armário de seu pai. A partir desse momento, uma série de mortes horríveis começa a acontecer. Tentando se livrar do brinquedo e deixar o passado para trás, os irmãos decidem descartá-lo e, com o tempo, se afastam dessa memória sombria. No entanto, o horror continua a persegui-los.

O Macaco é um filme de terror que mistura suspense e comédia. As mortes criativas lembram um pouco o filme "Premonição", mas com um tom mais voltado para a comédia. No entanto, o filme está longe de ser realmente aterrorizante. A direção e o roteiro apresentam boas ideias sobre como as mortes são criadas e mostradas ao espectador em momentos que parecem mais banais. A direção de Perkins começa com mortes interessantes, mas logo se torna uma sequência de corpos explodindo e sangue espirrando, tornando-se repetitiva e cansativa. As mortes que poderiam ser mais envolventes são muito rápidas.

O filme também apresenta um buraco na narrativa, indo para um lado dramático enquanto o macaco é quase esquecido. Personagens secundários ganham tempo de tela sem explicação ou profundidade. Para piorar, o humor não é eficaz o suficiente para aliviar o impacto das situações, perdendo toda a graça.


Theo James, que interpreta os dois irmãos, entrega uma atuação razoável, embora por vezes pareça forçada e caricata. Tatiana Maslany tem uma participação interessante, apesar de ser breve. A participação de Elijah Wood não tem peso algum, e Oz Perkins faz uma ponte no próprio filme.

O macaco amaldiçoado, por assim dizer, revela-se impossível de ser descartado. A música circense que toca enquanto ele se manifesta, batendo um tambor com dentes à mostra e olhos profundos, provoca mais irritação do que medo. O brinquedo é assustador, mas nunca alcança o impacto de personagens como Annabelle, por exemplo.

O marketing do filme é excelente, mas falha ao promovê-lo como "o novo filme de terror" do diretor de Longlegs e produzido por James Wan. Embora o nome de Wan tenha peso, seus últimos filmes são uma tragédia. O Macaco não é "terror" suficientemente assustador para ser considerado um verdadeiro filme desse gênero.


Sinopse oficial: 
Quando os irmãos gêmeos Bill e Hal encontram o velho macaco de brinquedo de seu pai no sótão, uma sequência de mortes horríveis se inicia. Decididos a se livrar da ameaça, os irmãos jogam o brinquedo fora e tentam seguir com suas vidas, afastando-se cada vez mais com o passar dos anos. Direção: Oz Perkins. Estreia nos cinemas brasileiros, 06 de março de 2025 pela Paris Filmes.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB.
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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com

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